sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

INGRATIDÃO

Obrigado!  Valeu! 
Um abraço ...um sorriso...Palavras são gestos simples,tão fáceis,tão necessários,que infelizmente estão entrando em extinção.Não que eu conceda favores esperando receber reconhecimento ou algo em troca, mas fazer tudo por uma pessoa sem ganhar nenhum tipo de consideração machuca.Dói ainda mais se nos retribuem com a ingratidão de uma picuinha ou a cobrança ...ou quando os papéis se invertem e nós é que precisamos de apoio.
Quantas vezes defendemos um amigo mesmo sabendo que ele está errado?Quantas e quantas vezes a gente deixa de realizar os nossos compromissos para ajudá-lo ? Dias ,prazos vencidos  e uma única certeza de que fui apunhalada na primeira oportunidade.Investir em pessoas ,ser sincera e fiel desde o primeiro momento até o último ,abre um rombo no peito de quem um dia acreditou numa relação verdadeira.Chega uma hora em que ser amiga pelos dois cansa ,perde a graça.
Ninguém precisa de pessoas assim ; daqueles que ficam por perto apenas quando há um certo interesse. Queremos pessoas sempre prontas a nos ouvir, nos entender e respeitar nossas particularidades e limitações. Queremos pessoas que ofereçam o colo quando estamos sós, que nos puxem as orelhas quando erramos, que se preocupem em nos ver felizes. Amigos em quem podemos contar em qualquer momento e que confiem em nós acima de qualquer coisa. Pessoas incapazes de duvidar da nossa lealdade, do nosso caráter, e, principalmente, que saibam dizer muito obrigado, seja com palavras ou com o coração.
“Existem três classes de ingratos: os que silenciam diante do favor; os que o cobram e os que se vingam.”
Fiquei um tempo a me perguntar por que uma pessoa é capaz de fazer isso. Simples. A ingratidão também tem a ver com a falta de educação, o egoísmo e o desamor pelo próximo.
O ingrato esquece com muita facilidade. Não as coisas ruins, mas esquece as coisas boas que fizeram por ele. No seu “mundinho”, busca apenas os seus próprios interesses. É um tipo de pessoa que se torna cega para o amor e doação de quem está ao lado. O ingrato carrega entre as suas característica de personalidade, a desobediência que leva à rebeldia e à infidelidade. Ele não ouve a mais ninguém, não aceita conselho de ninguém, não considera ninguém capaz de ajudá-lo. Mas é preciso tirar-lhe o chapéu.
É um bom ator. O ingrato finge aceitar, mas sempre debochando e reclamando com outros de quem tenta ajudá-lo.
Volto a dizer que não acho que se deva ajudar alguém esperando retorno. As coisas devem ser feitas de coração. Mas reconhecimento e gratidão estão nos detalhes, nos pequenos gestos e situações. Por que não sorrir e fazer uso frequente do “obrigado”?
Seja grato aos seus amigos, à sua família, a Deus… Carregar um coração com alegria, amor e sentimentos verdadeiros só pode brotar muita gratidão. E finalizo com uma frase do escritor Machado de Assis:
 ”A ingratidão é um direito do qual não se deve fazer uso.”
A quem se encaixa nesse perfil, só me resta a certeza de que não merece fazer parte da minha vida, e também um recado: Tchauzinho, já vai tarde!
beijo me liga ........

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

“A gente só conhece bem as coisas que cativou. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas”

O motivo pelo qual se aprende tanto cada vez que se lê O Pequeno Príncipe, na minha opinião, é que ele fala sobre a construção de relações que não são aquelas que comumente vivenciamos no mundo de hoje.
Não estou falando sobre vidas alheias. Estou falando de mim, de você e de quase todas as pessoas ao nosso redor. É incrível o quanto a gente é capaz de se distrair com detalhes e deixar que o mais importante se perca. É triste, triste demais!
“Tu és eternamente responsável por aquilo que cativas”
É uma máxima simples. Somos responsáveis por aqueles com quem criamos laços. Mas por que?
Porque o nosso coração, quando cultivado, fica mais sensível a tudo o que vem daquela pessoa. Porque o que ela diz passa a ter um significado diferente, porque o que ela é passa a importar muito mais do que o que são os outros. Porque o carinho, as críticas, as vontades, as escolhas, as atenções, tudo isso passa a ser muito mais importante.
“A gente só conhece bem as coisas que cativou. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas”
Não temos mais tempo de conhecer coisa alguma. Não dá para conceber isso! Quem não tem tempo de ir ao aniversário do amigo, quem não tem tempo pedir desculpa, quem não tem tempo de mandar um email, quem não tempo de tomar “aquela breja” com os amigos, quem não tem tempo de almoçar com a família, quem não tem tempo de pensar sobre o mundo, quem não tem tempo para amar, quem não tem tempo para lutar pelos seus ideais… será que tem tempo de viver?
Outra questão é disposição. Somos cada vez mais comodistas. Queremos bastante, lutamos pouco, realizamos menos ainda. Mas cativar requer disposição, precisamos ter atitude, iniciativa, prestar atenção! Precisamos gastar energia (e para isso precisamos ter energia para gastar).
Não dá, mesmo, para fazer tudo e ao mesmo momento. Mas não estou falando de grandiosas obras! Estou falando de atitudes que podem demorar alguns segundos, poucos minutos ou umas horas, no máximo. Será que o que ocupa o nosso tempo atualmente é mais importante (seja para a sobrevivência ou por alimento a alma) do que o que deixamos de fazer? Será que estamos gastando energia no que realmente vale a pena?
E, o mais importante, qual é a conseqüência destas nossas atitudes em relação às pessoas que cativamos? Obviamente elas nos perdoam. Foram cativadas. Mas o quanto será que estaremos afetando a sua crença em relação ao mundo, a amizade, ao quanto ela pode contar com você, ou quanto sua presença é real. É bom sonhar: mas viver os sonhos é melhor ainda. Nada substitui a presença, que às vezes se manifesta pela simples disponibilidade da outra pessoa em partilhar com você. Sim, quantas vezes temos corpos ao nosso lado e pessoas distantes, e quantas vezes temos corpos distantes e pessoas ao nosso lado?
Levo dentro de mim todas as pessoas que me são especiais. Mas a própria felicidade de carregá-las no coração contém, intrinsecamente, uma certa angústia pelas limitações diretas que me impedem de tê-las por perto.
Não quero deixar isso acontecer comigo. Não quero deixar de ter tempo ou energia para cuidar daqueles que cativei.
Mas as escolhas não dependem só de mim. Tentarei entender o momento e o contexto de cada um, e tenho consciência de que, às vezes, os caminhos levarão as pessoas para longe, sim. O problema é que essa consciência não faz doer menos.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Simplesmente especiais

 
 
Para os especiais ....
 
Elas podem não falar como nós falamos, mas nos compreendem em nossa essência! Não é necessário nem a comprrensão do abraço, elas conseguem nos confortar apenas com a pureza de seus olhos! Essas pessoas especiais de quem falo agora não fazem força para ser...simplesmente são! Tornam-se especiais no seu caminho...Não sufocam, não insistem ...mas aceitam o convite para entrar em nosso coração!Essas pessoas especiais não exaltam suas virtudes,mas mostram humildemente as suas falhas!Pessoas especiais não precisam gostar do que gostamos, amar nossos livros, vibrar com nossas músicas ou seguir nossa religião...Elas são aquelas que não de dão ...mas se doam!E doação é entrega , é caminho. é verdade e pureza de coração...Pessoas especiais são finalmente aquelas que se alegram quando conseguem trazer para nossa vida ,a verdadeira alegria de viver.

 

sexta-feira, 15 de março de 2013

Pensamento para Levar


Hoje acordei com vontade de ser feliz! Devemos entender que não podemos nos acostumar com a dor,até é possível,mas não devemos...Aprendi uma vez que devemos guardar um raio de sol para um dia de chuva e que a Lua precisa ir embora para o Sol nascer assim como tantas outras coisas nessa vida.Também aprendi que ficar mal dura apenas até a vontade do riso...Que a saudade é um beliscão no coração e dá um desassossego bom...E que abraços dissolvem coisas ruins e é um caminho para o coração...Que carregar sonhos faz bem para nós, apenas não sonhe demais,realize-os acredite eles podem acontecer! Que não importa o quanto uma pessoa esteja longe de você você a sentirá como o vento... Que um sopro não apaga apenas uma vela,um sopro reacende o que for pra ficar...Que coisas peuqenas ficam grandes quando olhadas com os olhos de dentro...Que sentir pouco é muito e que uma pessoa no meio do mundo,pode mudar você...É ...vontade de ser uma borboleta...azul...e levar tudo isso pra dentro de bolhas de sabão...pra que eu flutue bem leve....

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Saudade é o amor que fica....

 
 
 
No dia 30 de janeiro é comemorado o dia da saudade, essa palavra existe apenas na língua portuguesa e galega e serve para definir o sentimento de falta de alguém ou de algum lugar.
De origem latina, saudade é uma transformação da palavra solidão, que na língua escreve-se “solitatem”. Com o passar dos anos, assim como outras palavras se transformam de acordo com as variações da pronúncia, solitatem passou a ser solidade, depois soldade e, finalmente, saudade.
Podemos considerar que no dia da saudade as pessoas se dedicam às lembranças de seus entes queridos que estão ausentes, de fatos que viveram ou de lugares e objetos que marcaram suas vidas. Isso faz com que a palavra saudade se torne melancólica, trazendo certo sofrimento.
Saudade é também definida como “a sensação de incompletude, ligada à privação de pessoas, lugares, experiências, prazeres já vividos e vistos, que ainda são um bem desejável”, segundo o dicionário Veja Larousse.
Em outras línguas não existe uma palavra capaz de traduzir o significado amplo de saudade, mas algumas delas trazem conceitos próximos, mas não tão nobres. Em inglês, saudade é “I miss you” que quer dizer sinto sua falta; em Francês “souvenir”, que significa lembrança; em italiano “ricordo affetuoso”, recordação afetuosa; em espanhol “recuerdo ou te extraño mucho, que significam lembrança e sinto falta, respectivamente.
Ao longo da história podemos perceber a saudade nas músicas e nos poemas, desde longos anos. Charlie Chaplin diz: “Sorri quando a dor te torturar
e a saudade atormentar os teus dias tristonhos vazios”; Luis Fernando Veríssimo determina que “não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar”; Vinícius de Moraes e Tom Jobim cantaram a saudade dizendo: “Chega de saudade, a realidade é que sem ela não há paz, não há beleza é só tristeza e a melancolia que não sai de mim, não sai de mim, não sai”.
Os sertanejos também retratam muito a saudade, pois deixam o campo para trabalhar na cidade. Chitãozinho e Xororó falaram da saudade retratando que “por nossa senhora, meu sertão querido, vivo arrependido por ter deixado. Esta nova vida aqui na cidade, de tanta saudade, eu tenho chorado”.
E o rock não podia deixar de se manifestar sobre o tão nobre sentimento. Raul Seixas registrou sua expressão na letra que diz “hoje é feriado, é o dia da saudade, hoje não tem aula pra garotada, velhas de varizes na calçada, só na saudade”.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Solidão Coração




Esteve perplexa em frente ao papel durante algum tempo.De repente as linhas,a caneta e a inspiração pareciam um branco total.Havia tanto o que dizer ,tanto a desvendar dentro de um coração a explodir pela intensidade do que estava lá dentro.E então o silêncio desvendou o inexprimível e escreveu tudo tão naturalmente que sentia sua mão conduzida por alguém que não lhe pertencesse.Parou por um momento e então pôde reconhecer que o tal sentimento que habitava o pobre peito era um mocinho muito conhecido por aquelas bandas.Amar era comum e o pobre coração não hesitava em bancar o mendigo que implora até pelas mais minúsculas migalhas de atenção.Pedia um resquício de amor só por hoje,por esta tarde por um sonho apenas....Se saía muito bem o danadinho como pedinte,37 anos e contando.Era tão grande sua habilidade que causaria inveja a qualquer pedinte.“E ai senhor, fez quanto hoje?” “Somente alguns centavos, e você coração?” “Eu fiz alguns abraços, um pouco de beijo " “Mas é pra vida inteira coração?” “Não, né não. Mas só por hoje basta senhor” “Certeza coração?” Certeza, certeza, ele não tinha não. Mas o que poderia fazer? Dormir sozinho? Virar-se na solidão? Não, não.Ser só ,não parecia o correto para o pobre coração.Virar-se na solidão?  Parecia tão sujo e errado quanto aqueles velhos maltrapilhos que mendigavam há anos. Então coração continuava pedindo. Era o único jeito que sabia viver. Por isso, agora, tinha certeza de que estava equivocado. Equivocado em acreditar que naquele dia quente de dezembro uma alma caridosa havia jogado em sua direção não migalhas que durariam até o amanhecer se tivesse muita sorte, mas um amor pra vida inteira. Um amor que desconcertava, que bagunçava, porque era tão novo e tão certo, que não podia ser real. Equivocado porque não foi preciso pedir. Desta vez coração não teve que fazer números de pirofagia, contar anedotas ou histórias tristes da sua vida de andarilho. Não, não, não. O moço que jogou o amor pra vida inteira ali nos pés do coração, o fez simplesmente porque coração estava ali, no dia certo, na esquina certa, em uma noite quente de dezembro.
A lembrança fazia coração rir. “Mas tu é muito sortudo meu!”. Mas lá no fundo ele tinha medo. Porque o novo dava medo. E coração que estava acostumado a uma vida pedindo, implorando, sempre de joelhos rezando para que aquela sensação durasse até a manhã seguinte, tinha que aprender a ser amado.
“Mas como alguém pode amar um coração maltrapilho como eu? Assim fico até sem jeito”. E por isso só lhe restava agradecer “Obrigada por me amar como exatamente como eu sou”. Ainda que a ideia o desconcertasse, ele estava certo de que nada poderia fazer além de render-se e se deixar ser amado pela primeira vez. Não por uma noite. Mas por uma vida inteira talvez.
“Obrigada moço. Eu também te amo. Mas te amo assim ô, do jeitinho que tu é”.