Um sentimento incômodo me explora. Ele entra em minha mente todos
os dias, como se fosse um convidado da casa, entra sem pedir licença, gasta
minhas horas sofridas, se julga dono da verdade e abusa de minha paciência.
Como se fosse fácil viver nesse mundo...Ou será que somos nós que complicamos tudo demais?
Analisando a situação daqui de cima tenho a impressão que nós somos viajantes que não aproveitam o percorrer da viagem. A vida implora por gozo: “aproveitem meus caros viajantes, como se fosse a última de suas jornadas! Saiam por aí, façam o que bem entenderem, não esperem censura, pois não lhes darei esse prazer!”.E tudo o que obtém em troca (mesmo não esperando nada disso), como resposta a esse suplicar incessante são palavras de tortura, de injúria e de desprezo – com a própria vida!
Dizemos: “pra que viver se é tudo vão? Vale a pena sofrer as conseqüências de uma vida mal vivida? E de um amor não correspondido? Porque derramar lágrimas se nada vale a pena e tudo o que resta é a dor de um tempo mal compreendido?”.E nos consolamos em nosso pequeno mundo de amarguras infinitas, nos vangloriamos de nossos pequenos lapsos de vivência.
Quem sabe se não encarássemos isso tudo como uma “passagem” e sim como o todo – início, meio e fim – de algo que poderia nos tornar grandiosos?
“Grandioso! - (ri a minha própria consciência) - se sequer chegamos perto de sermos pequenos!”.E diz com toda a razão desse mundo. Porque para sermos diminutos ainda nos faltam alguns pares de centímetro
Como se fosse fácil viver nesse mundo...Ou será que somos nós que complicamos tudo demais?
Analisando a situação daqui de cima tenho a impressão que nós somos viajantes que não aproveitam o percorrer da viagem. A vida implora por gozo: “aproveitem meus caros viajantes, como se fosse a última de suas jornadas! Saiam por aí, façam o que bem entenderem, não esperem censura, pois não lhes darei esse prazer!”.E tudo o que obtém em troca (mesmo não esperando nada disso), como resposta a esse suplicar incessante são palavras de tortura, de injúria e de desprezo – com a própria vida!
Dizemos: “pra que viver se é tudo vão? Vale a pena sofrer as conseqüências de uma vida mal vivida? E de um amor não correspondido? Porque derramar lágrimas se nada vale a pena e tudo o que resta é a dor de um tempo mal compreendido?”.E nos consolamos em nosso pequeno mundo de amarguras infinitas, nos vangloriamos de nossos pequenos lapsos de vivência.
Quem sabe se não encarássemos isso tudo como uma “passagem” e sim como o todo – início, meio e fim – de algo que poderia nos tornar grandiosos?
“Grandioso! - (ri a minha própria consciência) - se sequer chegamos perto de sermos pequenos!”.E diz com toda a razão desse mundo. Porque para sermos diminutos ainda nos faltam alguns pares de centímetro
Centímetros de liberdade. Esses que nos são tirados logo no começo
da juventude, justamente onde o crescimento do indivíduo é evidente. Porque
quando somos crianças ainda nos resta a liberdade de escolha, as palavras nos
saem sem nenhum tipo de precaução domada, o nosso espírito é livre.
É a inversão da vida, onde começamos do ápice e terminamos no pó, quando acreditamos ser justamente o contrário. É a involução do indivíduo que se autodiminui ao longo do processo de crescimento.
Aproveitar todos os momentos com completa dedicação, essa é a questão!E o único pecado existente é justamente esse: o pecado de se retrair para o mundo, oferecendo-lhe algumas migalhas de justificação.
Quebrar as velhas tábuas que nos dizem o que “não fazer”, eis o começo de um tempo mais digno!Esperar o “além-mundo”?Que esperem os fracos de espírito, esses que tem tempo de sobra para o ócio!Esses que desperdiçam todo o seu relógio lamentando e pregando o chibatar do chicote contra a não valorização do próprio ser!Isso, meu amigo, é chamado de virtude, quando no mais deveria ser nomeado “desprezo pela vida”.
A maior das virtudes nos foi dada, a virtude de podermos tomar nossas próprias decisões e escolhermos entre as encruzilhadas que subitamente aparecem no curto caminho da vida.
Porque viver é o único caminho.
Andar rumo ao desconhecido, em busca de uma verdade maior para si mesmo, não absoluta, mas esclarecedora.
Andar?Não.
Voar.
É a inversão da vida, onde começamos do ápice e terminamos no pó, quando acreditamos ser justamente o contrário. É a involução do indivíduo que se autodiminui ao longo do processo de crescimento.
Aproveitar todos os momentos com completa dedicação, essa é a questão!E o único pecado existente é justamente esse: o pecado de se retrair para o mundo, oferecendo-lhe algumas migalhas de justificação.
Quebrar as velhas tábuas que nos dizem o que “não fazer”, eis o começo de um tempo mais digno!Esperar o “além-mundo”?Que esperem os fracos de espírito, esses que tem tempo de sobra para o ócio!Esses que desperdiçam todo o seu relógio lamentando e pregando o chibatar do chicote contra a não valorização do próprio ser!Isso, meu amigo, é chamado de virtude, quando no mais deveria ser nomeado “desprezo pela vida”.
A maior das virtudes nos foi dada, a virtude de podermos tomar nossas próprias decisões e escolhermos entre as encruzilhadas que subitamente aparecem no curto caminho da vida.
Porque viver é o único caminho.
Andar rumo ao desconhecido, em busca de uma verdade maior para si mesmo, não absoluta, mas esclarecedora.
Andar?Não.
Voar.
