quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Xulica ! Eterna!

Minha melhor amiga, estará sempre em meu coração. Nunca deixemos de apreciar o amor incondicional que nossos animais nos mostram todos os dias.Virou estrela, foi fazer parte do time dos anjos mais lindos no céu. O dia que eu senti uma dor inigualável da perda. Sabe aquela coisa que você se sente aliviada porque ela descansou da luta, mas nunca queria que esse dia chegasse?! Pois é.

Hoje, eu só queria prestar essa homenagem. Pensei diversas vezes se postaria algo tão meu, tão íntimo, aqui. Mas eu decidi que sim, que deveria abrir meu coração , pois muito mais que desabafar, eu queria compartilhar. Se vão ler ou não eu nem sei… mas só o fato de prestar essa homenagem já me fez curtir umas boas lembranças, rindo e chorando ao mesmo tempo que digito.

AMAR é algo tão bom. Vejo muita gente dizer “eu que não pego cachorro pra criar, vou sofrer muito quando ele morrer”, já pensei assim, hoje acho isso muito egoísta… vou te dizer, sofrer sofre mesmo, mas hoje eu me apego às maravilhosas lembranças que tenho dos quase 09 anos que ela me deu.E é tão bom! Sou o tipo de pessoa que, graças a Deus, não consigo me ver sem bichos. Não consigo ver uma família completa sem animal de estimação, seja ele qual for (gato, cachorro, papagaio, tartaruga…) essa é a minha opinião, tá?!

Que Deus me dê mais amor pra dar aos outros amores “irracionais” que tenho a minha Sofia e a minha Bela … que minha eterna Xulica esteja feliz e saltitante ao lado do seu criador, nosso Deus. E só quero dizer que sou eternamente grata ao Senhor Deus por ter me dado essa oportunidade fantástica e inesquecível de ter tido a melhor cadelinha do mundo.

Obrigada aos anjos que a socorreram Veronica Protetora De Animais Protetora Dra. Dinara Altemariaos que compartilharam e a todos que nos ajudaram beijos.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Fazer aniversário é bom demais!!!


me peguei pensando...fazer aniversário...o que isso significa? Acumular anos de vida sim,  mas, principalmente, é comemorar os resultados de uma trama que tece o enredo de uma existência em parcelas de acertos e enganos, fracionando o tempo em etapas vividas - como estações que alternam os meses e alteram o clima, dão o tom e tiram a cor, aquecem e refrigeram, florescendo e forrando o chão da vida.Mais um ano, que não foi um ano comum, passou deixando suas marcas, ensinamentos, mudanças profundas, saudade, alívio e gratidão. É comum no final de cada ano uma espécie de recolhimento, a necessidade da reflexão. Pra mim, o pedido veio agora. 
Foram quase vinte mil dias até aqui, é hora de olhar pra trás, hora de despedidas, de encarar os fatos, de desapegar, de viver fortes emoções. Hora de sentir vazios, de espiar os sonhos, soltando partes de mim mesma. Hora de reconstruir, ajustar, não ignorar as tristezas e agradecer pelas inúmeras alegrias. E é hora de celebrar, expulsando memórias, lembrando dos pequenos gestos, suavizando os ressentimentos, retardando as inquietações. É hora de agregar valores novos, de polir as ideias, de limpar as mágoas, de encomendar esperança, hora de virar a página, de prender a fera e soltar a criança. É hora de parir novos sonhos, de alcançar as metas, de rir o meu riso e de chorar o meu pranto. Hora da conscientização, de avaliar - da (re)conciliação!

São muitos anos, mais de seiscentos meses, tantos fatos, ilusões, sonhos, enganos, sabedoria, frustrações, satisfações, decepções - e escolhas. Algumas me levaram para o aprendizado difícil, me mostraram os espinhos, me sangraram a alma, roubaram o céu, trazendo o que eu precisava aprender. Chorei, me recolhi, refiz planos, travei de medo, revi os enganos e senti vergonha; bebi da minha fonte turva, olhei em olhos tristonhos, ouvi e fiz lamentações. Desabei, cometi deslizes, falei o que não devia, me precipitei,  julguei - e mal! - ignorei a intuição que batia, fiz pouco da sorte, fui atrevida, medrosa, fiz previsões e me frustrei. Magoei pessoas que amo, fui magoada, esqueci as promessas íntimas que me fiz, tive dias tão pesados que nem sei como sobrevivi. Acreditei e confiei, mas nem sempre adiantou - construí sonhos, esquecida de que dependia de muitas pessoas para que se realizassem, então de novo me frustrei, e aí agredi, e novamente me vi diante de lições que não aprendi. Falhei comigo e com os outros, senti a impotência me ensinando sobre flexibilizar, retomei o olhar que perdi, mergulhei em mim mesma e fiz novas escolhas, porque nem tudo aprendi...

Outras escolhas, no entanto, me fizeram gargalhar, levaram por caminhos férteis, onde semeei temperança, uma dose boa de esperança - e uma extra, de humildade. Quero colher os frutos bons,  porque se penei atravessando tempestades, hoje quero o calor do sol e a claridade. Algumas dessas escolhas foram muito difíceis, implicavam num adeus mudo, só meu, que precisava - e merecia! - ser sereno, e foi onde mais aprendi, foi quando mais sofri, foi a travessia mais dolorosa. Mas foi a mais generosa ponte para as lições mais importantes. Fiz escolhas que me propiciaram momentos perfeitos, alguns trouxeram alegrias que são inesquecíveis, reencontros, proximidade, afetos resgatados, ousadia e coragem. Concretizei sonho antigo, antes tateei insegura  pra  sentir o gosto forte da superação! Parte de minhas escolhas ainda me farão caminhar, porque os sonhos estão incompletos e precisam que eu persevere e saiba esperar. Confio que os resultados esperados serão novos dias de muita alegria e farta comemoração!

E houveram as escolhas que não fiz, aparentemente, mas ter filhos é esperar da vida as grandes e as melhores surpresas. E eu as tenho recebido - até em dose dupla - em forma de presenças, de presentes que retribuo com amor. Ter família é mais do que um porto seguro, é a certeza de trocas importantes, de tensão e união, de calor nas discussões e nos abraços, de momentos felizes, de laços e nós. A minha ocupa o podium da minha existência, lidera de longe minhas emoções, não raro implode minhas convicções...rs...e é a fonte que abastece de alegria o meu coração. É o laço eterno que envolve meu mundo e orienta meu caminhar, é o conforto, a constante motivação. Disparado, é a forma mais genuína da demonstração do amor, do perdão, da camaradagem, companheirismo, conflitos e superações.

Sou um feixe de nervos e serenidade, sou as duas metades da dualidade, sou a oposição da contradição mais perfeita, a soma da sombra e da luz que me rodeiam, a incompletude do ser imperfeito. Sou ampla, restrita, generosa, rígida, sorridente e chorona. Sou a veia que pulsa, a raiz profunda, os galhos nus, a fruta madura. Sou as manhãs frias, as noites escaldantes, o cheio, o vazio. Sou a letra muda, o som alto, a música calma, a dança frenética. Sou o avesso, o viés, o alinhavo, o ponto cheio, a agulha que alfineta. Me enterneço e sou espinho. Às vezes atravesso, desafino. Sou o afago, a mão estendida, ciumenta, ansiosa, rude, ácida e amorosa. Tenho manias, segredos, medos, desejos, angústias. Tenho crises de riso e de choro, picos de irritação e surpresas tão boas que nem acredito. Tenho amigos queridos, projetos, saudades, ideias, fraquezas, bom humor, limitações. Tenho hábitos antigos, anseios, comportamentos novos, arrependimentos, novas crenças, velhos gostos, aprendizados e falhas. Muitas vezes peco por excesso, ou deixo a desejar e nem percebo, subtraio, esvazio, questiono, procuro, perco, ganho. Sou rio, oceano, gota pequena. Sou um universo vasto, infinito, incompleto, bonito, humano, imperfeito, a eterna aprendiz!!

Eu sou a mulher que aprendeu com os erros, que reverencia a vida, persiste, tem coragem, se espanta e se comove, sonha, divaga e acredita. Sou aquela que diz coisas horríveis e se arrepende, que houve bobagens e releva, e as horríveis, nem sempre esquece, mas perdoa, é perdoada. Mais resiliente, alimento minha criança interior, sou responsável e correta, mas também vacilo, me engano - e desabo. Sou imperfeita; sou a amiga presente, cedo o coração, o colo, o ombro, mas nem sempre correspondo; sou a filha que ama, que cuida, se preocupa, comete deslizes e decepciona; sou a mãe que ama demais, que cuida, se preocupa, convive, socorre, ri e chora junto, agrada, abraça, mas desaponta.

Nessa reflexão não esqueci de meus sonhos desfeitos, dos momentos de desespero, das renúncias, da insegurança diante de cada decisão, das noites enormes e dos dias vazios, mas lembro que os tombos foram os momentos de descanso, e sou obrigada a concluir que tenho muita sorte, e que, por todos os anos que vivi, pude encher um enorme "baú de lembranças" caras e lindas, amealhando um tesouro precioso. Por tudo que vivi, pelos últimos acontecimentos na minha vida, pelas pessoas que dela fazem parte, pela saúde que todos temos, pelas oportunidades e recursos maravilhosos para usufruir dessa vida abençoada, sou infinita e imensamente grata!





Agradeço a cada um que por aqui passa e deixa seu carinho, a energia amorosa que flui e permite que a vida se expanda e alcance tantos corações - obrigada gente querida, obrigada aos amores da minha vida!